terça-feira, 17 de março de 2009

(Im)Perecível

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Um cálice de choro
Da dor, faz um côro.
Submerge o sorriso
Sem cor, nem sentido.

Senta à mesa e se farta
Amargor, deixa em carta.
No adeus, sua cura
À navalha, a carne fura.

Descortinada janela
Desnuda a pele dela.
Partido em cacos o espelho
Mostra o tapete vermelho.



3 comentários:

  1. Gostei da imagem!
    tudo a ver com o poema, consegui conciliar muito bem o texto à imagem. Parabéns.

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