.....Estava no meu canto, sentado, e o pensamento dançando, voando no nada. E eis que soou um regougar que arranhou meus sentidos e sem um pingo de dó o meu doce silêncio esbanjava deleite em abocanhar.
.....Não reparei por qual brecha entrou e nem poderia imaginar que o alimento um dia ofertado tornar-se-ia em tamanha ingratidão. Uma avidez que de mim roubou a temperança que nos tempos de calma eu aqui cultivara.
.....Uma fome plantada desde a última vez em que invadira o celeiro e de minha alegria se fartara até vomitá-la em forma de fel, dispersando um azedume que apagara da mirra o perfume que enchia a casa.
.....Sua acidez ofuscou os sorrisos e corroeu os meus ouvidos. Perdida no compasso, uma surdez encobriu dos acordes as notas e a rouca voz intimidada silenciou.
.....Depois de satisfeita, fugiu em debandada, pisoteando os campos e destruindo os rebentos com a sua face mais crua. Mas amanhã certamente se derramará a chuva que brotará o renovo da terra para que mais uma vez os campos tornem a frutificar.
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Caraca!
ResponderExcluirSem palavras pow!
O texto tá mto bom!
Gostei do Blog! Já tô te seguindo!^^
*-* uaaaau, ADOREEEI o blog!
ResponderExcluirO texto está muito bom, ótimas palavras!
Foi vc quem fez?
Beijones
Sim! Eu escrevo tudo que publico aqui...
ResponderExcluirObrigado! =)
Nossa. Você escreve muito beem. Devia pensar em qualquer dia mandar para uma editora.
ResponderExcluirShow....viu. Adorei rapaz.
ResponderExcluirabraços
Hugo
excelente texto, parabéns pelo blog
ResponderExcluirParabéns boas palavras sucesso
ResponderExcluirhttp://midiasocialbrasil.blogspot.com
Estava caminhando pela ceara até que avistei teu blog.
ResponderExcluirEncantada pela sua escrita e pela forma de se expressar. Parabéns.
Simplesmente perfeito!
ResponderExcluir"Mas amanhã certamente se derramará a chuva que brotará o renovo da terra para que mais uma vez os campos tornem a frutificar."
Que venha, novamente, o novo, a esperança.
Grande beijo
não posta mais...? :/
ResponderExcluirA vida tá muito embolada! Preciso de tempo pra deixar as idéias poéticas fluirem...
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