Fugiu da sombra da toca
Abriu as cortinas
E ao mundo se mostra.
Saiu da beira do tudo
E hoje decidiu
Ser a dona de seu mundo.
Não mais viver à deriva
Nem ocultar-se nas trevas
Ou chorar como menina.
Gira o leme como quer
E a sua nau conduzir
Ao norte, sul, inferno até.
Andorinha saiu a voar.
Tomou um sopro de vento
E alçou rumo por sobre o mar.
